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"Kingsman: The Golden Circle" é um bom bocado de diversão, salpicado com alguma boa ultraviolência. Obviamente não tem a frescura do primeiro, mas felizmente não foi estragado pelos trailers e ainda conseguiu retirar algumas surpresas da manga. A acção é frenética, mas felizmente dá para acompanhar o que se está a passar no ecrã, num meio termo entre a acção epilética estilo "Bourne" e "John Wick" que recuperou o prazer que poder apreciar a sinfonia de destruição, com planos mais longos e edição mais contida. SPOILERS para quem não viu, o plot centra-se no plano da carismática e louca Poppy Adams (Julianne Moore) para sair das sombras e se tornar a rockstar do tráfico de droga e pagar impostos. Primeiro destroi os Kingsman, a elite de agentes secretos britânica. E depois de infectar milhões de drogados com vírus nas drogas que vendia, faz um ultimato: para salvar a vida dos infectados, o presidente dos EUA acaba com a "guerra ás drogas" e dá-lhe imunidade. Mas, o presidente tem outros planos, e cabe ao trio sobrevivente dos Kingsman salvar o Mundo outra vez. No entanto, para o fazer precisam do auxílio e recursos dos Statesman, o equivalente norte-americano dos Kingsman. Apesar de gostar do personagem de Harry (Colin Firth) - o mentor de Eggsy (Taron Egerton) que no filme anterior foi dado como morto - acho que se perdeu tempo demais a fazer tentá-lo recuperar a memória, em detrimento dos agentes dos Statesman, que apesar de importantes para o avançar do plot não são desenvolvidos. E pelas promoções podiamos pensar que o agente Tequila (Channing Tatum) teria um papel bem mais importante, quando na realidade foi o agente Whisky (Pedro Pascal, sim o gajo do Game Of Thrones) que calçou essas botas. Infelizmente, desta vez não tivemos direito a um breve vislumbre do rabiosque da princesa Tilde (Hanna Alström), apesar de uma cena atrevida para colocar um tracker GPS numa suspeita...bem, é melhor verem...O Eggsy ainda teria muito a aprender do James Bond porque apesar de badass, continua a comportar-se como um puto em missões mais...sensíveis...
E se a Poppy se tivesse lembrado de exterminar os Stateman - de surpresa como fez aos Kingsman - o filme tinha acabado mais cedo!

Achei irónico que no final dos créditos esteja o disclaimer a jurar que não receberam dinheiro para ter personagens a fumar tabaco, mas não têm nenhum disclaimer a jurar que não receberam dinheiro das tabaqueiras para promover o "legalize it" que ia beneficiar as tabaqueiras que entrariam abertamente no negócio das drogas. Mas, product placement e propaganda aparte, é interessante a leve crítica à "guerra ás drogas" e á atitude dos orgãos governativos mais conservadores.
Em suma, bom entretenimento que não fere o cérebro, mas diverte.


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Lembro-me bem quando estreou o "Jumanji" original, em 1995, mas acabei por nunca o ver completo, apenas excertos na TV anos depois. Não sei se por alguma antipatia com o estilo de comédia do Robin Williams ( e no entanto acho que vi o "Flubber", dois anos depois) mas nunca tive grande interesse pelo filme. No entanto, há alguns anos até gostei de ver a espécie de remake espacial "Zathura". Por acaso, fui ver, "Jumanji: Welcome To the Jungle", esta sequela 22 anos depois com o espírito: "mais um filme para passar na SIC no fim de semana à tarde". E é mesmo isso que o filme é, mas em bom, dentro do género "comédia com acção e fantasia". Basicamente é o "The Breakfast Club in the Jungle", com o grupinho de esterótipos obrigatórios: o atleta burro, o tótó inteligente, a popular fútil, a impopular não muito bonita. Durante uma tarde de castigo na escola, são engolidos para dentro de um jogo de aventura na selva. 

Para sair do jogo de volta ao mundo real, têm que recuperar um MacGuffin e devolvê-lo ao Covil dos Thundercats. A sério.

Portanto, um filme bastante linear, com personagens diferentes e que vão ter que aprender a confiar e trabalhar em grupo para concluir o objectivo, mas o resultado final é melhor que o espectável, as sequências de acção não chegam a maçar e o sentido de humor acerta quase sempre, sem resvalar muito na escatologia, e até dois actores que geralmente me deixam de pé atrás - Jack Black e The Rock - conseguiram um registo auto-paródico com alguns bons momentos. E tenho que dar pontos extra pela presença da Karen Gillan, que sigo "com interesse" desde o tempo de Doctor Who.

Perderam o oportunidade de fazer deste filme um punjente panfleto feminista de denúncia ao drama das personagens femininos de aventura na selva que são vestidos pelo patriarcado em trajes menores e inadequados para aventuras na sela. E sobre os afro-descendentes que nas aventuras são sempre os carregadores da tralha dos exploradores de renome. 

Nota: Já é o terceiro filme que vejo com este título, e o segundo com este título com o The Rock. E eu sou um novato nas coisas relacionadas com videojogos, mas estava-me a incomodar que o Jumanji se transformou num jogo para uma consola estilo Atari 2600 mas o raio dos gráficos dos menus de seleçção de jogadores 



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Numa galáxia muito próxima, nos anos 80, continuava a vontade de ordenhar o filão da Guerra das Estrelas, ou pelo menos de aventuras espaciais. Este "Spacehunter: Adventures in the Forbidden Zone" foi mais um a tentar a sorte, com resultados mistos.
O plot é simples, uma nave é destruida por um incidente astronómico, e três mulheres aterram no planeta mais próximo. Imediatamente encontram estranhos nativos sobreviventes da epidemia que devastou a colónia de humanos. Tudo foi para o raio que o parta e o planeta está cheio de rejeitados do Mad Max, mais algumas criaturas bizarras que incluem uma espécie de anões que cantam em coro e atiram cocktails Molotov, vampiros obesos nús a descer os tubos do Aquaparque, mini-dragões... 
Han Solo e Lando Calrissian vão competir para encontrar as míudas e devolvê-las para receber a recompensa. Vão ser ajudados pelo Jar Jar Binks, que depois de um banho forçado numa poça imunda se transforma na futura namoradinha dos anos 80: Molly Ringwald pré-"Sixteen Candles" e "Breakfast Club". Quer dizer, acho que foi mais ou menos isto, já era tarde quando comecei a ver a fita. Obviamente, o overlord do planeta é o Overdog (Michael Ironside), um gajo muito mau, que está sempre a mandar fazer experiências genéticas e químicas nos sobreviventes, quando não está ocupado com atirar pessoas para labirintos mortais. Aliás, é das sequências que conseguiu melhor alguma tensão, quando a Molly, perdão, Niki tenta sobreviver no labirinto cheio de armadilhas. Imagino as lágrimas que o Michael Ironside verteu no interior da sua máscara de latex, enquanto gesticulava e exclamava "Ha" de dentro da fatiota que parece o resultado de uma noite de sexo do Barão Harkonnen com um Go-Bot. Ele depois limpou as lágrimas com o cheque. Melhor momento dramático do filme: o Overdog é apresentado ás novas cativas, e ordena a um dos capangas: "Despe-a!" para surpreender todos quando segundos depois acrescenta, vigorosamente: "Devagar...". Um Óscar retro-activo para o modo pervertido mas sensível como um homem envolto em latex e maquinaria com braços de robot industrial conseguiu actuar assim. A espécie de Han Solo, Wolff (tipo, "lobo solitário", cappice?) foi interpretado por Peter Strauss, que levei o filme todo a pensar que era uma cara conhecida, mas não me recordava de onde. Continuo na mesma. O seu mercenário rival e mas amigo da malta foi desempenhado pelo Caça-Fantasma que ninguém se lembra o nome (racistas!), Ernie Hudson.

"Spacehunter: Adventures in the Forbidden Zone" é de 1983 e estreou como "Caçadores no Espaço" em Portugal (16 Março de 1984), enquanto no Brasil se manteve o subtítulo: "Caçador do Espaço: Aventura na Zona Proibida". Foi realizado por Lamont Johnson e produzido por Ivan Reitman (o realizador dos "Caça-Fantasmas"). Boa banda sonora de Elmer Bernstein ("Os 10 Mandamentos", "Os 7 Magníficos"). O filme foi originalmente exibido com algumas sequências naquela tecnologia do futuro, o 3-D!
Fiquei com vontade de ver o filme quando há uns anos encontrei o poster num anúncio nos arquivos do extinto jornal "Diário de Lisboa". E até no ano anterior á estreia em Portugal, o suplemento "Sábado" do Diário de Lisboa dedicou uma página ao filme, com base na expectativa pelo regresso dos filmes em 3-D, o "renascer da Fénix" nos anos 80.
 Como ainda faltava para a estreia portuguesa, é usado a semi-tradução literal do filme como "Spacehunter: Aventuras na Zona Proibida".


Em suma, não envelheceu graciosamnete, mas para o que é, vê-se bem.


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Não é qualquer agente secreto que consegue sacar a Rainha das MILFS com movimentos como "matei o teu marido mafioso, o funeral foi bonito, toca lá a despir-te aqui no meio dos cadáveres dos assassinos. Bela decoração". E ele não estava a falar dos candelabros. Aprende, Ethan Hunt. (Agora a sério: agente que seduz ou é seduzido pela víuva do gajo que limpou o sebo...acho que já vi isso algures...)
E mesmo assim...com o Bond de Craig a maio caminho do brutamontes de "Casino Royale" e o charme dos filmes "antigos", conseguiram fazer um filme do James Bond ainda mais banal e aborrecido que o anterior [link]. O filme safa-se pelas cenas de acção, a fotografia, banda sonora, o habitual, mas que raio foi aquele Blofeld? Xiça, o Dr. Evil era mais credível como Blofeld. "Ah, e tal, tinha um gato e tudo, um covil numa cratera de meteorito, e um actor talentoso...". Pára já ai, foi merdoso mesmo SPOILERS: "Ai, gostava de ser filho único e o meu pai acolheu um órfão! Vou matar o meu pai, fazer-me de morto, estagiar no McDonalds a fritas batatas e depois ser promovidoa a chefe dos chefes dos vilões! Bhua-ah-ah!" SPOILERS Porra, o Bautista foi mais interessante e mal falou...
Vamos ver que tal será o próximo, se pagarem o suficiente para o Daniel Craig não ameaçar cortar os pulsos, outra vez.
Desabafo inicial: "SPECTRE - Letterboxd".

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Para terminar 2017 em beleza, o TOP 10 5 Melhores Filmes de 2017 Que Vi Com Estes Olhos Que A Terra Há De Comer. Espera, vi poucos filmes deste ano. A maioria foi dos anos 80 e do ano passado...por isso, TOP 2017 misturado com outros anos:

Oh, enganei-me, o Split não era para ter ficado tão à frente. Oh well, para o ano há mais....
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Ainda não foram confirmadas oficialmente [NOTA: Foi confirmado que não são.], mas agora que faltam cerca de 5 meses para a estreia, aparentemente caíram na Net as primeiras imagens dos personagens principais do spin-off "Solo", as aventuras do jovem Han Solo, Chewbacca, Lando Calirisian, a "mãe dos dragões" e o que interessa, uma versão novinha do "Millenium Falcon" (mais uma variante para os fanboys comprarem em LEGO e afins).
Enquanto não chegar uma versão oficial em HD, podem levar esta que editei ligeiramente:


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"The Toys That Made Us" é uma série documental Netflix que vai analisar os brinquedos que encantaram as ultimas gerações, entrevistando criadores e fãs sobre a história dos brinquedos mais famosos, como G.I. Joe, Star Wars, Masters do Universo, Barbie. Já há meses que eu andava na expectativa e finalmente está disponível no (na) Netflix.
Já vi o primeiro episódio, dedicado ao rise and fall...and rise again dos brinquedos "Star Wars" que mudaram a indústria no final dos anos 70 até à actualidade. Tem um estilo bastante dinâmico e divertido, sem ser demasiado superficial nem demasiado picuinhas, mas descobri imensos pormenores que desconhecia. E eu já ando nisto das colecções há alguns anos... 
Recomendado!
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Aquaman | EW First Look





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Depois do modo nhé como a clássica saga da Fénix Negra foi "adaptada" nos X-Men 2 e 3; depois da bodega de "X-Men: Apocalypse", imagino que muitos fãs estejam preocupados com este novo tratamento do famoso arco da banda desenhada. Estão agora online algumas imagens e a capa da revista ZZZZZZZZZZz e a sinopse refere que os X-Men vão viajar ao espaço. Menos mal...

Ai está a Sonsa Stark em pelota e em chamas. Johnny Storm iria aprovar.



Mais imagens aqui.

[Via EW]
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Ao ouvir a expressão "filme de natal" os nossos leitores (portugueses) devem imediatamente pensar em  pelo menos um ou todos desta pequena lista: "Sozinho em Casa", "E.T. O Extraterrestre" e "Música no Coração", os filmes aparentemente mais vezes exibidos no dia de Natal ou pelo menos durante a semana natalícia. Precisamente enquanto escrevo estas linhas anunciou na RTP-1 o "Música no coração", que curiosamente, apesar do número de vezes que foi exibido na televisão, apenas vi uma vez do inicio ao fim. Mas, antes de serem exibidos na TV o "Sozinho em Casa" (de 1990), "E.T. O Extraterrestre" (de 1982) que filmes passavam na nossa TV nesta época? Fui investigar. Sinceramente, esperava mais repetições. Nos EUA, um tradicional - a acreditar em filmes e séries americanas - é o "Do Céu Caiu Uma Estrela", e da recolha de dados que fiz da década de 80 e até meio dos 90, é precisamente  "Do Céu Caiu Uma Estrela" em 1982 e 1995.
O título original é "It's a Wonderful Life" (literalmente "É uma vida maravilhosa"; "A felicidade não se compra" no Brasil), de 1946, baseado no conto "The Greastest Gift", com realização de Frank Capra ("Peço a palavra", ) e James Stewart ("O Homem Que Sabia Demais", "Janela Indiscreta") no papel principal de um homem prestes a suicidar-se na véspera de Natal. Mas a intervenção do seu anjo da guarda, pode contemplar como seria a sua familia e comunidade de ele nunca tivesse nascido. Trailer de "Do Céu Caiu Uma Estrela":
Temos também o "Música no Coração" em 1988 e 1995. Este musical de 1965, "The Sound Of Music" ("A Noviça Rebelde" no Brasil), realizado por Robert Wise ("West Side Story", "O Caminho das estrelas: O Filme") dispensa apresentações. Mas, para os mais novos: saibam que foi adaptado do homónimo musical da Broadway, que por sua vez é baseado no filme "Die Trapp-Familie" (1956) e no livro "The Story of the Trapp Family Singers", as memórias de Maria von Trap - e a sua familia de cantores - encarnada no grande ecrã por Julie Andrews ("Mary Poppins"), e imortalizada décadas depois num dos mais famosos memes da Internet que canibaliza a mais famosa cena do filme, Maria a dançar e cantar nas verdejantes montanhas austríacas.
Não sou fã de musicais e este foi dos poucos que tolerei ver de inicio ao fim. Trailer de "Música no Coração":
Vamos então ver que filmes se viam na década de 80 e 90 entre fatias douradas e bolo-rei:
1980:
Descalços no Parque
1981:
Chapéu Alto
Ritmo Louco
Vamos Dançar?
Tristezas não pagam dívidas
Os Contos de Beatrix Potter
O Inimigo Público
1982:
Milagre por Um Dia
Muito Obrigado Sr. Scrooge
Do Céu Caiu Uma Estrela
1983:
A Taberna do Irlandês
Natal Roubado
Feliz Natal Sr. Krueger
1984:
Trapézio
1985:
As Noites Loucas do Dr. Jerry
Sansão e Dalila
1986:
Serenata à Chuva
1987:
Os Salteadores da Arca Perdida
O Leito Conjugal
Amor Proíbido
O Inquilino
1988:
Cântico de Natal
Natal - Tempo de recordar
O Homem Vestido de Pai Natal
O Feiticeiro de Oz
Música no Coração
Cammina, Cammina
Nostalgia
1989:
Prenda de Natal
Escuro no Cimo das Escadas
O Despertar
A Ourivesaria
Oliver!
Hello, Dolly
Police
Indiana Jones e o Templo Perdido
1990:
Viagens alucinantes
Os Piratas
O Grande Combate
O Homem Tranquilo
Há lodo no caís
O fascínio dos deuses
E o Sol também brilha
1991:
Estes Gloriosos Dias
As noivas de Cristo
A loucura do ritmo
Sombras no Paraíso
Fruto Proíbido
Cinema Paraíso
1995*:
Pestinhas ao ataque
Balada ao Luar
Do Céu Caiu Uma Estrela
Música no Coração
Libertem Willy
Dias de Tempestade
Três Homens e uma Menina
Que Paródia de Natal
SOS Fantasmas
A Maravilhosa História de Charlie
As Novas Aventuras de Heidi
Que Bem se Está no Campo
Os Túneis de Nova Iorque
A Bela Memphis
Samantha, uma Rapariga Endiabrada
Coração Americano
A Loja das Curiosidades
A Revolta do Aprendiz
Joseph
Querida Lili
Uma lista bem eclética, desde Indiana Jones a Tarkovski! * Obviamente, a partir do inicio dos anos 90, a oferta de filmes aumentou, com a chegada dos canais privados. Pelo menos, até serem substuidos por novelas e reality shows já no século XXI. Em alguns destes anos os filmes foram preteridos a favor de programas religiosos, musicais, dança ou teatro.
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"Avengers: Infinity War" tem direito a quatro capas distintas na revista Vanity Fair. Note-se que alguns dos personagens apresentam visuais diferentes ao que vão apresentar no filme, pelo menos no inicio. Quem sabe se entre as batalhas com os esbirros de Thanos o ex-Capitão América tem tempo para fazer a barba e retomar o uniforme, e SPOILERS Thor regenera um olho /SPOILERS. Talvez cortesia do Doutor Estranho? Vamos então ver as capas que juntam os diversos núcleos de super-heróis do Universo Cinemático da Marvel:


O Visão, Steve Rogers anteriormente conhecido como Capitão América, o Gavião Arqueiro, Máquina de Guerra e a Vespa.

Falcão, Homem de Ferro, Thor e Viúva Negra.

Bruce Banner/Hulk, Pantera Negra, Feiticeira Escarlate e Homem-Formiga.

O Puto-Aranha, Pepper Pots, Senhor das Estrelas e Doutor Estranho.

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Talvez uma forma de eu tentar explicar qual é a sensação de viver num tempo em que é possível ir ao cinema para ver uma versão em imagem real da Liga da Justiça, seja comparar á espectativa de um fã que vai finalmente conhecer um ídolo. Ás vezes ele é um idiota ou um onanisto-exibicionista em série, ou pode ser o gajo (ou gaja. Igualdade.) mais fixolas do mundo ( ou podes descobrir anos depois que é um onanisto-exibicionista em série. Moral da história: não tenham ídolos). Dai os meus anteriores desapontamentos com o "Man Of Steel" e "Batman V Superman", em que o meu principal problema com eles foi o tratamento da personagem do Super-Homem. Existem décadas de diferentes leituras do Homem de Aço e para minha desilusão as opções escolhidas foram infelizes em alguns momentos. E continuo a achar muito cedo para fazer o arco da "Morte do Super-Homem". Alías, o Honest Trailer da Wonder Woman resumiu muito bem o meu "problema" com os filmes anteriores do DCEU: "Do estúdio conhecido por confundir duração com a profundidade, complexidade com inteligência e deprimidos auto-absorvidos com heroísmo".
Mas voltando à alegoria/metáfora (nunca sei distinguir uma da outra sem consultar o Google) da sensação de conhecer o ídolo: é um gajo porreiro. Diferente do que estávamos á espera, divertido, um bocado bipolar, mas não nos apalpou o cú.

O DCUE passou no teste e continuou o bom trabalho do sobre-valorizado "Wonder Woman".
Sinopse rápida: depois da morte do Super-Homem em batalha contra Doomsday, o Mundo está na merda. Quer dizer, o que é hábito, mas em pior, mais fragilizado e exposto a ameaças externas. Batman e o seu sentimento de culpa procuram montar uma equipa de meta-humanos para fazer frente á próxima invasão extraterrestre. Não é uma história de origem de cada um dos heróis, serve mais para fornecer os motivos para unir uma equipa de diferentes indivíduos em torno de uma ameaça global, na forma de Steppenwolf, um general de Apokolips em desgraça que se quer redimir conquistando o planeta em nome de Darkseid. Mas para assegurar a vitória ele pretende recuperar três artefactos milenares, que quando juntos....adivinharam, podem destruir a Terra.
A primeira metade da fita, precisava de algum polimento, mas é bastante entretida, enquanto o plot vai avançando com poucos solavancos e vamos conhecendo melhor as personalidades dos membros da Liga que só tinham surgido em cameos no "BvS". Ainda há uns dias me queixei dos exércitos de drones fotocopiados, mas os Para-Demónios estão muito bem conseguidos, teria sido interessante se explicassem um pouco melhor a sua criação. A grande surpresa está relacionada com a ressureição do Super-Homem, que felizmente deixou de lado o aspecto messiânico de pacotilha das anteriores, mas foi por um caminho mais...mórbido. Por momentos quase esperava ver surgir no ecrã Buffy de estaca em punho. Tudo o relacionado com o Homem de Aço está mais próximo em estilo ao Super-homem tradicional o que contrasta com a versão de "MoS" e "BvS". E falando em mudanças de comportamento, além da Trindade, o Cyborg também me pareceu dentro do espectável, com o conflito homem-máquina-monstro lá, apenas com pouco tempo para aprofundar. As mudanças mais radicais são as do Flash e Aquaman, mas que funcionam ambos como o comic relief e badass de serviço. Mais bizarras são aquelas cenas que foram filmadas depois de Whedon tomar conta do leme e que obrigaram a retirar o bigode a Henry Cavil com efeitos especiais...Ugh. Tenho lido muitas críticas ao mau CGI do Steppenwolf, mas sinceramente não me pareceu pior que o habitual para blockbusters. Deu-me mais impressão a cara CGI do Super...

A segunda metade é basicamente a segunda metade de "Age of Ultron", mas creio que é um pouco inevitável a comparação com filmes similares, dado o tema "invasão extraterrestre com uma super-arma". O filme tem humor mas sem patetice, mas creio que os ultrafanboys vão ter dificuldade em justificar o amor por este, depois de todo o ódio escrito nos últimos anos sobre a fórmula Marvel. Ou então vão crucificar o Joss Whedon. No entanto, seria interessante ver a versão totalmente Zack Snyder (que como demonstram "Watchmen" e "300" é um realizador excelente quando tem material de origem forte), ou pelo menos com as cenas cortadas e a banda sonora a fazer pandan com a dos anteriores. Mas deu um gostinho especial que o Danny Elfman tenha repescado aqueles pequenos momentos dos temas dos heróis de encarnações anteriores.


O grande problema da película acaba por ser a convivência nem sempre pacífica do trabalho de dois realizadores, e imagino da interferência do estúdio. É um filme bastante agradável, com um elenco carismático e personagens com química entre sí. Senti uma grande alegria em pequenos momentos como a aparição de um Lanterna Verde em acção no flashback da anterior invasão de Steppenwolf. Assim fez valer mais um pouco a pena ter esperado tantas décadas por este filme, que é longe de estar perfeito, sem o apuro visual dos anteriores (e não estou a falar do filtro "default dark") e cenas de acção confusas em certos momentos, mas é um sólido passo em direcção ao futuro do DCEU, se o box office o permitir.

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Depois de quase 3 minutos de cães a tentar apanhar frisbees, e de letras dos créditos que ninguém lê, começa o filme propriamente dito. É o dia 4 Julho de 1978 e o jovem David (Joey Cramer) entra na mata ao anoitecer para ir buscar Jeff (Albie Whitaker), o irmão que já estava atrasado para a família poder ir lançar fogos de artificio. Portanto, no tempo que os putos podiam ir para casa sozinhos e manusear vários quilos de explosivos. Mas David perde-se entre as árvores, e cai num buraco. Quando recupera os sentidos e regressa a casa, tudo começa a correr mal, na casa de família vive agora um casal de idosos que não conhece. A polícia consegue reuni-lo com a família mas o choque é enorme quando descobre que esteve desaparecido durante oito anos e foi dado como morto. Ele continua a ter 12 anos mas a mãe, o pai e o irmão mais pequeno (agora o actor Matt Adler) estão quase uma década mais velhos. David está não em 1978, mas em 1986, o presidente americano já não era Jimmy Carter e ainda a Sarah Jessica Parker não tinha cara de cavalo. Entretanto, um OVNI é capturado depois de colidir com cabos de alta tensão. Os cientistas não conseguem penetrar no casco da nave, mas quando os médicos que estão a acompanhar David lhe fazem testes, torna-se óbvia a ligação deste a uma entidade exterior. David é levado para as instalações da Nasa com a desculpa de ser testado mas com o propósito de conseguirem informações sobre a relação que este tem com o veículo alienígena.

David tenta fugir com a ajuda de Carolyn (Sarah Jessica Parker) mas é a própria nave que lhe proporciona os meios de fuga, ou melhor dizendo, a Inteligência Artificial que conduz a nave, Trimaxion Drone Ship abreviado para Max (voz de Paul Reubens).  Entretanto já tinha sido esclarecido o pormenor intrigante da diferença temporal: David foi levado por Max na nave até outro planeta, e devido á velocidade da viagem mais rápida que a luz, para David passaram apenas cerca de 4 horas mas no planeta Terra já se tinham passado oito anos. Max precisa da informação armazenada no cérebro de David para recuperar as cartas de navegação e poder regressar ao planeta de origem.

Existem umas quantas cenas manipuladoras, em parece que vamos ver um OVNI, mas era só um frisbee, um zeppelin our um depósito de água (verdade seja dita. Até na minha zona há um velho depósito de água que parece um OVNI). Um pouco como os filmes de terror em que parece que o monstro vai atacar mas era só um gato a saltar do armário. Mas a primeira metade consegue manter uma boa tensão, algum mistério sobre o que aconteceu durante o desaparecimento, e o está a acontecer no laboratório, quais as intenções dos cientistas - liderados pelo Dr. Farady - que estudam a nave e David e até onde são capazes de ir. E até a inteligência artificial - que raptou David e o levou ao planeta Phaelon para ser analizado - apesar dos comentários divertidos, é por vezes ambígua... Das inevitáveis referências a outros filmes de ficção-cientifica, como "Encontros Imediatos do Terceiro Grau" ou "E.T. O Extraterrestre", a que achei mais divertida foi a do "He just said that wanted to phone home", quando David faz uma pausa na fuga para telefonar aos pais e conseguir orientações. 

O trailer:


Imagino que a nave cromada - criada em computador - também deve ter servido de inspiração para as naves da rainha de naboo nas prequelas de a Guerra das Estrelas. O puto não tem tanto carisma como outros em filmes da decada - ou pelo menos não tem uma personalidade tão excêntrica - mas desenrasca-se muito bem nas cenas mais emocionais, apesar de noutras parecer estar a fazer um grande frete. Fica a sensação que o filme podia ter ido um pouco mais longe, mas apesar do elemento sci-fi tentou manter  dentro do possível os personagens com os pés assentes no chão - apesar dos longos voos - e sem nunca deixar esquecer a família, mas sem ser muito lamechas. Aliás, a família de David deve ser das menos disfuncionais do cinema juvenil dos 80s, mas pronto, é um filme com a chancela Disney (apesar de basicamente a Disney só ter aceite distribuir a co-produção de Producers Sales Organization e a empresa norueguesa Viking Films).
Toda a banda sonora de Alan Silvestri ("Regresso Ao Futuro") foi criada electronicamente com um sintetisador e sampler Synclavier. A realização esteve a cargo de Randal Kleiser, também responsável pelos êxitos "Grease" ou "A Lagoa Azul". Como curiosidade, o protagonista Joey Cramer voltou a ser notícia 2016 quando foi preso por assaltar um banco no seu Canadá natal!
No IMDB não consegui encontrar informação de estreia em Portugal. A Wikipedia indica o título "O Voo do Navegante" e suspeito que tal como no Brasil tenha ido directamente para vídeo. Passei revista ás estreias entre 1986 e 1988 em Portugal e não encontrei vestígios dela nas páginas de cinema do "Diário de Lisboa". Se algúm leitor possuir mais informação, faça favor de partilhar nos comentários!

Resumindo, um simpático e perfeito filme para toda a família. Quando o escolhi da lista de "filmes-dos-anos-80-para-ver" tinha receio que fosse semelhante demais ao "Explorers" (1985), devido á temática similar de adolescentes a bordo de naves espaciais. Envelheceu bem, tem um pouco de aventura, mistério e aquele sentimento de excitação e deslumbramento que aparentemente só os filmes juvenis dos anos 80 podiam proporcionar.

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Finalmente foi revelado o look do novo - ou melhor, nova Doctor. E ao fundo a TARDIS também tem um visual ligeiramente retocado, ao contrário da mudança radical de protagonista para "Doctor Who" que pela primeira vez regenerou para o sexo feminino.
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Um poster invulgar para um (anti)herói invulgar, Deadpool e a sequela do overrated "Deadpool".
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